domingo, 28 de abril de 2013

ALERTA PARA RISCOS DE EXTINÇÃO DA RAÇA HUMANA


Instituto britânico alerta para riscos de extinção da raça humana

Uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, está investigando quais são os maiores perigos contra a humanidade.
E eles argumentam em um texto acadêmico recém-divulgado, Riscos Existenciais como Prioridade Global, que autores de políticas públicas devem atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana.
No ano passado, houve mais textos acadêmicos lançados a respeito de snowboarding do que sobre a extinção humana.
O diretor do instituto, o sueco Nick Bostrom, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade.
Pandemias e desastres naturais podem causar uma perda de vida colossal e catastrófica, mas Bostrom acredita que a humanidade estaria propensa a sobreviver.
Isso porque nossa espécie já sobreviveu a milhares de anos de doenças, fome, enchentes, predadores, perseguições, terremotos e mudanças ambientais. Por isso, as chances ainda estão a nosso favor.
E ao longo do espaço de um século, ele afirma que o risco de extinção em decorrência do impacto de asteroides e super erupções vulcânicas permanece sendo “extremamente pequeno”.
Até mesmo as perdas sem precedentes autoimpostas no século 20, com duas guerras mundiais e epidemia de gripe espanhola, deixaram de prevenir a ascensão do crescimento da população humana global.
Uma guerra nuclear poderia causar destruição sem precedentes, mas um número suficiente de indivíduos poderia sobreviver e, assim, permitir, que a continuidade da espécie. 
Mas se existem todos esses atenuantes, com o que deveríamos estar preocupados?
Bostrom acredita que entramos em uma nova era tecnológica capaz de ameaçar nosso futuro de uma forma nunca vista antes. Estas são “ameaças que não temos qualquer registro de haver sobrevivido”.
O diretor do instituto compara as ameaças existentes a uma arma perigosa nas mãos de uma criança. Ele diz que o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências.
Experimentos em áreas como biologia sintética, nanotecnologia e inteligência artificial estão avançando para dentro do território do não intencional e o imprevisível.
A biologia sintética, onde a biologia se encontra com a engenharia, promete grandes benefícios médicos, mas Bostrom teme efeitos não previstos na manipulação da biologia humana.
A nanotecnologia, se realizada a nível atômico ou molecular, poderia também ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos. Ele tem escrito que governos futuros terão um grande desafio ao controlar e restringir usos inapropriados.
Há também temores em relação à forma como a inteligência artificial ou maquinal possa interagir com o mundo externo. Esse tipo de inteligência orientada por computadores pode ser uma poderosa ferramenta na indústria, na medicina, na agricultura ou para gerenciar a economia, mas enfrenta também o risco de ser completamente indiferente a qualquer dano incidental.
Sean O’Heigeartaigh, um geneticista do instituto, traça uma analogia com o uso de algoritmos usados no mercado de ações.
Da mesma forma que essas manipulações matemáticas, argumenta, podem ter efeitos diretos e destrutivos sobre economias reais e pessoas de verdade, tais sistemas computacionais podem “manipular o mundo verdadeiro”.
Em termos de riscos biológicos, ele se preocupa com boas intenções mal aplicadas, como experimentos visando promover modificações genéticas e desmanter e reconstruir estruturas genéticas.
Um tema recorrente entre o eclético grupo de pesquisadores é sobre a habilidade de criar computadores cada vez mais poderosos.
O pesquisador Daniel Dewey, do instituto, fala de uma “explosão de inteligência”, em que o poder de aceleração de computadores se torna menos previsível e menos controlável.
“A inteligência artificial é uma das tecnologias que deposita mais e mais poder em pacotes cada vez menores”, afirma o perito americano, um especialista em super inteligência maquinal que trabalhou anteriormente na Google. 
Efeito em cadeia – Juntamente com a biotecnologia e a nanotecnologia, ele afirma que essas novas tecnologias poderiam gerar um “efeito em cadeia, de modo que, mesmo começando com escassos recursos, você pode criar projetos com potencial de afetar todo o mundo”.
O Instituto do Futuro da Humanidade em Oxford integra uma tendência centrada em pesquisar tais grandes temas. O Instituto foi uma iniciativa do Oxford Martin School, que abrange acadêmicos de diferentes áreas, com o intuito de estudar os “mais urgentes desafios globais”.
Martin Rees, ex-presidente da Sociedade Real de Astronomia britânica é um dos defensores do Centro de Estudos de Risco Existencial e afirma que “este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade”.
Nick Bostrom afirma que o risco existencial enfrentando pela humanidade “não está no radar de todo mundo”. Mas ele argumenta que os riscos virão, caso estejamos ou não preparados.
“Existe um gargalo na história da humanidade. A condição humana irá mudar. Pode ser que terminemos em uma catástrofe ou que sejamos transformados ao assumir mais controle sobre a nossa biologia. Não é ficção científica, doutrina religiosa ou conversa de bar”. (Fonte: G1)

sábado, 13 de abril de 2013

OS DESAFIOS DOS NOSSOS ADMINISTRADORES




Quando fui guindado ao cargo de prefeito de Laguna, sentia-me  preparado e com muita vontade de atender as aspirações da população que havia acreditado em mim. Se consegui ou não atingir estes objetivos é uma questão sobre a qual  não vem ao caso para esta matéria, mesmo porque a população já fez este julgamento.

Hoje, passados mais de dez anos do primeiro dia de meu mandato, olho para trás e vejo que, muito embora a minha férrea vontade tenha sido a mola propulsora das ações administrativas que implementei, deveria ter agregado a ela  alguns  preceitos e ações que lhe dariam uma eficácia e dinâmica administrativa muito maior do que a obtida apenas com  a vontade transformadora e o emprego de conhecimentos administrativos  empíricos.  

De fato, se hoje os administradores que se elegeram no último pleito,  desejaram atingir metas e cumprir compromissos  decorrentes da confiança popular depositada nas urnas, indispensável que os mesmos tenham uma visão bem diferente daquela simples vontade, condição corriqueira que, com algumas exceções,  permeia a grande maioria de nossa classe política.

Não vejo como um administrador possa comandar os destinos de um município sem que sejam previamente planejadas e motivadas as suas ações. Fruto de minha experiência e conhecimentos que adquiri ouvindo  técnicos em administração pública, conclui que o administrador público, antes de implementar suas ações administrativas movidas apenas pela sua vontade, deve dominar outros conhecimentos e dedicar-se a alguns procedimentos preliminares.

E com este norte, a primeira ação seria pontuar os objetivos de seu mandato,  identificando os desafios. Logo em seguida munir-se de condições e retórica para poder comunicar e transmitir  esta visão dos objetivos à sua equipe administrativa, à população e às demais entidades e níveis de governo que obrigatoriamente deverão participar dos objetivos pontuados.

Na sequência deveria criar uma assessoria política e administrativa capaz de gerenciar o sistema, com foco voltado para alcançar os objetivos almejados, cujas ações devem manter um ritmo contínuo, ininterrupto e que também reúna condições para gerenciar os conflitos administrativos e políticos que surgiram com as ações necessárias à consecução das metas programadas.

Outra importante ação é a consolidação e a institucionalização dos objetivos planejados.  Criado todo este ambiente, os objetivos passariam a ser o desafio para o qual a equipe, a população e a classe política estariam ansiosos para implantarem, criando uma sinergia executiva contra a qual não haveria força capaz de impedir sua realização.

Criadas estas condições, passar-se-ia a execução dos objetivos,  que respaldados por este ambiente criado pelo administrador, seriam executados com um mínimo de esforço, quase que automaticamente.

Sem que estes procedimentos prévios sejam observados, o administrador passará a ser um bombeiro para apagar os incêndios provocados pelos interesses políticos adversos, pela desorganização e, principalmente, pela falta de planejamento.

Partindo do pressuposto que as pessoas não temem as mudanças, mas as perdas que poderão ter com as mudanças, o administrador transformador deve munir-se de comportamento e ações que deverão ser norteadas pelas características culturais de sua cidade e pela adoção de ações que fortaleçam as instituições sociais, deixando transparecer claramente que as ações transformadoras têm como objetivo o desenvolvimento cultural, econômico e social dos cidadãos que integram sua cidade.

Já para a formação da equipe  administrativa, deveria ser levado em consideração serem os escolhidos  portadores de conhecimentos afins com a área que atuariam, com habilidade e atitudes práticas para implementarem  as metas planejadas, além de serem portadores de valores éticos e políticos e, finalmente, que tenham  uma ampla visão do contexto onde  seriam inseridos.

Lembro novamente que a liderança transformadora  não basta apenas ter vontade, pois este predicado todos nós temos. É necessário que ela domine conhecimentos  que lhe garantam que as mudanças sejam implementadas de forma gradual e  constante, com enfrentamento habilidoso dos reais problemas e exoneração dos falsos problemas, mobilizando, para tanto, os servidores e as pessoas de sua confiança em torno dos objetivos traçados e desejados pela sociedade.

Finalizo com a premissa de que a competência é a primeira cancela que abre o  caminho para atingir resultados, e que os resultados decorrem de tempo, da dedicação e da liderança. Liderança esta que requer caráter, personalidade, sensibilidade, humildade,  ambição e competência para liderar e mobilizar.